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Quanto ganham os professores

Levantamento exclusivo mostra o salário dos professores em todo o país e revela os estados que não pagam o piso aos profissionais

Levantamento exclusivo realizado pela revista Educação junto às secretarias de educação das 27 unidades da federação brasileiras e a sindicatos dos professores revela que cinco estados - Amapá, Amazonas, Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - não pagavam ao docente o valor estabelecido pela Lei do Piso Salarial do Magistério Público (Lei 11.738/2008). Os dados são referentes a dezembro de 2012, quando o vencimento básico para um docente da rede pública com formação de ensino médio era de R$ 1.451, por uma jornada de 40 horas de trabalho semanais.



Leia a íntegra da matéria de Simone Harnik para a Revista Educação em http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/107/salarios-dos-professores-279028-1.asp.

Rio inaugura escola sem salas, turmas ou séries

O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores.















Leia a íntegra da matéria de Patrícia Gomes em http://porvir.org/porfazer/rio-inaugura-escola-sem-salas-turmas-ou-series/20130125.

Professores do PR recebem capacitação para usar tablets

Foto: Giuliano Gomes/SEED
Os técnicos das Coordenações Regionais de Tecnologia da Educação dos Núcleos Regionais passaram por um curso de formação ao longo da semana, em Curitiba, para orientar os professores do ensino médio que passarão a fazer os registros de classe on-line, por meio de acesso à internet em sala de aula e com o uso de tablets, que começam a ser entregues a partir do início das aulas.
(...)

A partir de março, a Secretaria da Educação distribui, via termo de cessão e guarda, mais de 28 mil tablets para os professores do ensino médio. Com o equipamento, o professor poderá, por exemplo, planejar seu trabalho, utilizar-se de ferramentas e aplicativos, organizar arquivos, ter livros digitais, facilitar o registro de classe e acessar a internet.

A proposta é que o professor, em primeiro lugar, se familiarize com o equipamento. "Nessa primeira etapa, esperamos que o professor utilize o tablet de maneira pessoal, verificar no equipamento as potencialidades de uso e, num segundo momento, começar a enxergar as potencialidades para aprendizagem", destacou Ezequiel Menta, coordenador de Multimeios da Secretaria de Estado da Educação.

Leia a íntegra da matéria em http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=72802&tit=Educacao-capacita-professores-para-uso-de-tablets-em-sala-de-aula&ordem=5.

Governo adia novo acordo ortográfico para 2016

O governo federal vai adiar para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. As novas regras, adotadas pelos setores público e privado desde 2008, deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013.

A reforma ortográfica altera a grafia de cerca de 0,5% das palavras em português. Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema e acentos agudos em ditongos abertos como os das palavras "ideia" e "assembleia".

Além disso, o adiamento de três anos abre brechas para que novas mudanças sejam propostas. Isso significa que, embora jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o novo acordo, novas alterações podem ser implementadas ou até mesmo suspensas.
(...)

A decisão é encarada como um movimento diplomático, uma vez que o governo, diz o Itamaraty, quer sincronizar as mudanças com Portugal.

O país europeu concordou oficialmente com a reforma ortográfica, mas ainda resiste em adotá-la. Assim como o Brasil, Portugal ratificou em 2008 o acordo, mas definiu um período de transição maior.


Editoria de arte/Folhapress

















Leia na íntegra a matéria de Fernanda Odilla e Flávia Foreque a Folha de São Paulo em http://goo.gl/U3eyp.

Trabalhar enquanto ouve música e usa Twitter é furada – o cérebro multitarefas é um mito

Imagem: Getty Images
“Uma década de pesquisas mostra que o dom das multitarefas – a capacidade de fazer várias coisas simultaneamente, com eficiência e bem-feitas – é um mito. O cérebro não foi projetado para atentar para duas ou três coisas simultâneas. Ele é configurado para reagir a uma coisa de cada vez”, dizem os pesquisadores Stephen Macknik e Sandra Blakeslee no livro “Truques da Mente – O que a mágica revela sobre o nosso cérebro”.

Você pode argumentar que seu caso é diferente porque você faz isso há anos e dá certo. Não é que seu cérebro seja incapaz de executar várias coisas ao mesmo tempo, mas ele não consegue fazer com eficiência.

Leia a íntegra da postagem de Ana Carolina Prado em http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/trabalhar-enquanto-ouve-musica-e-usa-twitter-e-furada-o-cerebro-multitarefas-e-um-mito/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super.

Edmodo: a rede social que reúne 12 milhões de alunos e professores



A barra horizontal azul, a foto de perfil no canto superior esquerdo e a lógica de interação com conhecidos em um ambiente virtual podem parecer familiares. Sim, parece o Facebook, mas não é. A rede social Edmodo, uma das startups de educação e tecnologia que mais tem se destacado nos últimos meses, bateu a marca dos 12 milhões de usuários e agora está ampliando sua atuação. 
(...)
Diferente do que acontece numa rede social normal, a Edmodo é um ambiente tido como “privado e seguro”, uma vez que requer que o professor, a escola ou os sistemas de ensino façam um perfil e só então é possível convidar os alunos a participar. A partir do login, a rede social permite que os professores tragam, gratuitamente, sua sala de aula para o ambiente virtual. Assim, eles podem compartilhar material multimídia, organizar fóruns, gerir projetos educacionais, estabelecer calendário de atividades, dar notas e condecorações aos alunos e acompanhar sua frequência e participação nas atividades.

Um abismo digital em sala de aula

Nascidos na era da tecnologia, as crianças e os adolescentes estão ligados nas novidades e funcionalidades das quatro principais telas que os cercam: da televisão, do telefone celular, do computador e do videogame. Tudo conectado em tempo real pela internet e que faz parte da rotina de uma garotada que já não consegue, sequer, desligar o telefone durante a aula. Mesmo sem ter computador em casa, 75% dos adolescentes com idade entre 10 e 18 anos, navegam na internet. Entre as crianças de 6 a 9 anos, o índice é 47%. Quando se trata de educação, 40% dos jovens dizem que os professores não usam a internet em sala de aula. Para especialistas, existe uma lacuna que precisa ser preenchida por educadores e alunos. 


Esses números, apurados pela pesquisa Gerações Interativas Brasil — Crianças e Jovens diante das Telas, feita pela Fundação Telefônica Vivo (ligada à operadora de telefonia), e divulgada ontem, soam como um alerta, segundo a especialista em inclusão digital e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Amaralina Miranda de Souza. Ela explica que o resultado reflete uma mudança de mentalidade de uma geração para outra, provocada pelos avanços da tecnologia. Mas ressalva que os passos estão lentos. “Fica claro que existe a necessidade de formar professores capacitados para usar esses instrumentos”, frisa. 

Apesar de lembrar que a maioria dos docentes não tive esse tipo de formação, Amaralina reforça que esse tema deve ser introduzido na agenda diária como um grande aliado da educação, capaz de atender melhor às necessidades dos estudantes. Alguns só se desconectam quando estão dentro da sala de aula, como a estudante Mariana de Oliveira, de 14 anos. Com o celular na mão, ela passa o dia conectada nas redes sociais. “Na escola, só ligo no intervalo”, garante a menina. A mãe, Elyene Alves, 40, diz que dá orientações à filha sobre os perigos da internet e como se relacionar com estranhos. Ela diz que, às vezes, é necessário “puxar a orelha” da filha: “Tem dia que a busco no colégio e ela fica mexendo no celular por todo o caminho. Tenho que avisar: ‘olha, estou aqui’”. 


Leia na íntegra a matéria de Grasielle Castro e Amanda Almeida para o Correio Braziliense em http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2012/09/28/ensino_educacaobasica_interna,325047/um-abismo-digital-em-sala-de-aula.shtml.

Para aumentar número de jovens leitores é preciso fazer ligação entre internet e literatura, diz Eliana Yunes (UNESCO-PUC/Rio)


A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura. “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.
Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.
Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”. A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm a densidade necessária para levar os alunos à formação de um pensamento crítico.

Microsoft lança rede social voltada para educadores


A PIL Network (Rede Parceiros na Aprendizagem, em português), com professores cadastrados de 119 países, é a nova rede social da Microsoft, voltada para a área de educação. A proposta é aproximar educadores de todo o mundo para troca de experiências sobre o uso de tecnologia na sala de aula. Os interessados em participar podem criar seu perfil na PIL Network, se inscrevendo pelo site www.pil-network.com.

Leia na íntegra a postagem do blog MundoBit em http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2012/06/08/microsoft-lanca-rede-social-voltada-para-educadores/

Pesquisa TIC Educação registra como escolas brasileiras usaram as tecnologias em 2011

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) acaba de divulgar os números da segunda edição da pesquisa TIC Educação. O estudo mediu o uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) em 650 escolas, das quais 497 públicas e 153 particulares, de todo o Brasil.

Conheça os principais pontos da pesquisa:


Escolas públicas


• Exercícios para prática do conteúdo exposto em sala de aula é a atividade promovida pelos professores com maior frequência: 77% a realizam todos os dias. Porém, é uma das situações em que eles menos utilizam as TIC: apenas 21%.

• 65% dos docentes usam novas tecnologias para ensinar os alunos a usar o computador e a internet, mas essa é a atividade menos frequente em sala de aula.

• Aulas expositivas e a interpretação de texto também têm baixos percentuais de uso das TIC: 24% e 16% respectivamente.

• 86% das escolas têm computadores somente nos laboratórios de informática e não nas salas de aula, o que pode limitar a integração das TIC no processo pedagógico.

• O laboratório de informática é o principal e mais frequente local de realização das atividades envolvendo o uso de computador e internet.

Juliano Cappi, coordenador de pesquisa do CETIC.br, durante apresentação
dos dados da TIC Educação 2011 (Foto:
 Rafael Munduruca)


Escolas particulares

• De forma geral, avaliando as diversas variáveis da pesquisa, o uso de computador e internet é maior entre professores de escolas particulares.

• Nas aulas expositivas, 36% dos docentes utilizam as TIC. Em interpretação de texto, a diferença é de 10 pontos percentuais entre escolas privadas e públicas, com 26% e 16% respectivamente.

• Nas escolas particulares, o laboratório de informática também é o principal e mais frequente local de realização das atividades.

• Aproximadamente metade dos professores - 48% - utilizam computador e Internet no laboratório de informática, sendo este o local mais frequente para realização das atividades com os alunos para 34% dos educadores.


• Os dados indicam ainda que 21% das escolas particulares possuem computadores instalados em sala de aula, proporção cinco vezes maior que os 4% das escolas públicas.


Escola e redes sociais: combinação possível?



Em junho do ano passado, a mídia noticiou com grande destaque o caso da estudante Jannah Nebbeling, 15 anos, aluna do Colégio PH, no Rio de Janeiro. Na época, ela disse ter sido coagida pela direção da escola por ter criado uma comunidade no Facebook para debater assuntos escolares e divulgar as respostas dos deveres de casa que valiam pontos. A página era acessada por cerca de 700 alunos. Para a estudante, uma ação normal. Para a escola, uma cola virtual.
O caso foi parar na polícia. A mãe da aluna processou a escola pela forma como a instituição conduziu o problema: suspendeu a aluna por cinco dias. A escola diz ter chamado o responsável de cada aluno que estava participando da comunidade para uma conversa particular, explicando que se tratava de uma cola indevida, um processo não pedagógico.
A revistapontocom conversou com especialistas nas áreas de tecnologia e educação para contribuir com o debate. Afinal, como é possível estabelecer uma interface criativa e construtiva entre a escola e, hoje, as redes sociais? Como eles avaliam o caso da aluna? Que pontos positivos é possível tirar deste caso?

Guia de carreiras: Letras


A maioria dos profissionais que se forma no curso superior de letras tem uma incumbência atualmente pouco valorizada: ensinar a língua portuguesa -- as regras, o uso prático e as principais obras -- às crianças e adolescentes do Brasil. Mesmo com o baixo retorno financeiro e o pouco status social da função, ela continua atraindo os vestibulandos por três motivos: a empregabilidade, as folgas nos fins de semana, feriados e férias escolares e, segundo quem atua na área, a satisfação pessoal.
"Todos os meus colegas de universidade estão muito satisfeitos, estão muito bem financeiramente, não tem ninguém reclamando e chorando porque fez péssima escolha", afirma Maurício Araújo, de 29 anos, que em 2008 se formou em letras pela Universidade de São Paulo e, hoje, dá aulas de português e literatura no cursinho pré-vestibular, o Instituto Henfil. (...)
Todos os cursos de letras estudam o português na faculdade, além do latim e, em vários casos, o grego, e exigem do estudante o gosto pela leitura e pela produção de texto. Segundo Filomena de Oliveira Azevedo Varejão, diretora adjunta de Ensino de Graduação da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aluno, além de trabalhar os conceitos gramaticais e da construção do idioma, também aprende a ver a língua portuguesa de forma mais completa.
"Mostramos que toda língua humana é variável, apresenta diferentes normas, tem uma forma de usar o português que pertence a certa camada social, com determinado perfil sócio-econômico e educação, por exemplo", diz. (...)
Segundo Araújo, a atividade de professor no Brasil é complicada. "Cria-se dois universos, você tem o professor que trabalha nas boas escolas, que têm grande índice de aprovação na Fuvest, é um trabalho tranquilo, muito bem remunerado e organizado. Mas fora desse mundo, o segundo universo é o trabalho com educação numa sociedade que não costuma dar valor ao professor."
Hoje, o piso nacional para professores de ensino médio, com jornada semanal de 48 horas, é de R$ 1.451, mas nem todos os municípios e estados oferecem esse salário. Além disso, os professores de idiomas que dão aulas em cursos livres (oferecidos pelas escolas de idioma, fora do ensino regular) em São Paulo têm piso de R$ 4,50 pela hora-aula, e R$ 810 pelo salário de quem é registrado. "O professor é muito mais um autônomo do que um emprego tradicional, CLT", diz Araújo.

Escolas privadas são menos equipadas que públicas

As informações recolhidas pelo Ministério da Educação junto às 153 mil escolas de educação básica do País quebram um mito: o de que pagar uma mensalidade é garantia de acesso à melhor infraestrutura escolar.

Estudantes brincam em quadra coberta de escola estadual
do interior de São Paulo (Foto de Marina Morena Costa)
Os dados do Censo Escolar 2011 mostram que a rede privada, proporcionalmente, está menos equipada com laboratórios de informática e internet, possui tão poucas quadras de esporte quanto a rede municipal e oferece o mesmo tanto de bibliotecas e laboratórios de ciências que a rede estadual.
De cada 10 colégios particulares, seis possuem laboratório de informática. Comparando com as escolas municipais urbanas, o número sobre para sete. Na rede estadual, 89% dos colégios oferecem acesso a computadores e, na federal, 95% deles.
No quesito internet, apesar dos números próximos, há menos colégios privados (84,5%) com acesso à banda larga do que públicos. Na rede federal, o acesso chega a 90,6% das escolas. Entre os colégios estaduais, 89,7% das escolas têm banda larga, e, na rede municipal, 86,1%.
A análise foi feita pelo pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Thiago Alves a partir dos microdados do Censo Escolar 2011, liberados há pouco mais de um mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Conversas paralelas, celulares, bilhetinhos…



Uma ampla discussão toma conta dos bancos escolares: a tecnologia veio para auxiliar no ensino ou está atrapalhando as aulas e distraindo os alunos? Educadores analisam e buscam alternativas para conciliar o fácil e rápido acesso aos recursos tecnológicos às práticas pedagógicas. O objetivo: minimizar os efeitos e fazer com que o aluno ainda preste atenção naquela aula onde quadro, giz e um bom livro ainda merecem comparecer.

Mas a grande questão é: será que a distração na escola surgiu apenas com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação? Controlar as conversas paralelas,as risadas e a troca de bilhetinhos é um exercício diário de domínio da classe. E não é de hoje. O problema é que a tecnologia é atraente, e mesmo quando não permitida oficialmente em sala de aula, é a grande promotora da distração entre os estudantes. Um bom celular permite ao aluno acessar seus e-mails, frequentar redes sociais, ‘twittar’ durante aquela explicação na aula de Química, ou Matemática, ou qualquer outra disciplina que possa ser considerada menos interessante.

Leia na íntegra a matéria de Talita Moreno em http://www.revistapontocom.org.br/destaques/conversa-paralelas-celulares-bilhetinhos.

ONU critica imposição de ensino religioso em escolas públicas


Centenas de escolas públicas em pelo menos 11 Estados do Brasil não seguem os preceitos do caráter laico do Estado e impõem o ensino religioso, alerta a Organização das Nações Unidas. (...) O documento foi preparado pela relatora da ONU para o direito à cultura, Farida Shaheed, que também alerta que intolerância religiosa e racismo "persistem" na sociedade brasileira. 
(...)
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação diz que o ensino religioso deve ser oferecido em todas as escolas públicas de ensino fundamental, mas a matrícula é facultativa. A definição do conteúdo é feita pelos Estado e municípios, mas a legislação afirma que o conteúdo deve assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa e proíbe qualquer forma de proselitismo.
"Em tese, deveria haver um professor capaz de representar todas as religiões. Mas, como sabemos, é impossível", explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). "Além disso, a aula não é tratada efetivamente como facultativa. O arranjo é feito de tal forma que o aluno é obrigado a assistir."

Leia na íntegra a matéria de Jamil Chade para o Estadão em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,onu-critica-imposicao-de-ensino-religioso-em-escolas-publicas,724971,0.htm.

Quem controlará o uso da internet nas escolas?

Foto: Rafa Eleutério
Imagens que prometem "pular" das telas dos computadores, aulas mais dinâmicas e modernas. Tudo isso, é claro, com o auxílio da internet que promete estar disponível 24 horas para o total usufruto dos estudantes nas salas de aula. Temendo um mau uso das redes sociais, por exemplo, e uma certa liberalização do tempo de navegação, pais e educadores ficam alertas sobre de quem será a responsabilidade sobre quais conteúdos podem ou não ser acessados nas escolas.

Nas grandes instituições de ensino particular de Fortaleza, a novidade tem gerado uma certa polêmica. Apesar dos tablets, como iPads, ainda serem instrumentos opcionais, alguns reclamam da pressão recebida pelos diretores para a compra do utensílio e da obrigatoriedade de assinatura de um termo de compromisso no ato da matrícula, assumindo a total responsabilidade sobre os conteúdos acessados pelos filhos durante as aulas.


Leia a íntegra da matéria de Ivna Girão para o Diário do Nordeste em http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1090911.

15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com a revolução digital que se acelera todos os dias.
Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogueTeacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.

Clique na imagem abaixo para acessar os 15 tópicos

Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes

A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN de 17 a 18 de novembro, em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.

Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.

Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.

“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.

Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.

No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.

Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.

“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.

A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja, com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.

Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.

Qualidade no ensino

A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo acadêmico ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.

Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.

Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.

“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.

Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.

Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.

Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e individualismo. “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.

A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.

Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.

Saúde dos docentes


O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.

A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.

O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.

Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.

Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre, principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.

O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.

O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.

Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.

“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.

Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção sexual e isolamento.

Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.

Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.


Disponível em: http://portal.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5020

CIA monitora as redes sociais do mundo

Localizado em meio a um parque industrial qualquer na Virgínia, EUA, o prédio não tem nada de especial. Mas, lá dentro, a CIA se dedica a seguir cinco milhões de tweets por dia.

O lugar se chama Open Source Center. Aqui, funcionários se dedicam a examinar Facebook, jornais, canais de TV, estações de rádio locais, mídias sociais, salas de bate-papo na Internet – qualquer coisa que possam acessar e contribuir de maneira aberta.

Mulher egípcia pinta mural com logo do Facebook
para comemorar queda do ditador Hosni Mubarak.

Essa informação, que geralmente não está em inglês, é cruzada com material de jornais locais ou grampos telefônicos. A partir daí um quadro é formado e tem entre seus destinos finais o relatório de inteligência diário do presidente Obama, possibilitando assim um olhar em tempo real sobre, por exemplo, o clima em uma região depois da morte de Osama Bin Laden ou qual nação do Oriente Médio parece pronta para uma revolução. Sim, eles sabiam o que ia acontecer no Egito, só não sabiam exatamente quando.
O centro já tinha “previsto que as mídias sociais em lugares como o Egito mudariam o jogo e seriam ameaças ao regime”, o diretor do centro, Doug Naquin, disse em uma entrevista recente à Associated Press no centro. Funcionários da CIA disseram que era a primeira vez que um repórter fazia tal visita à agência.

Esse departamento da CIA foi montado seguindo recomendações de uma Comissão de 11/9. Sua primeira prioridade era focar no contraterrorismo e na contraproliferação. Mas suas centenas de analistas abrangem muita coisa, desde o acesso à internet na China ao clima nas ruas no Paquistão. Apesar da maioria estar situada na Virgínia, há analistas espalhados por embaixadas americanas mundo afora, com o objetivo de estar mais perto do pulso dos seus assuntos.

Os melhores analistas, disse Naquin, sabem “achar coisas que outras pessoas nem sabem que existe”. Aqueles com mestrado em biblioteconomia e línguas variadas, especialmente aqueles que cresceram falando em outra língua, “podem se tornar um oficial ‘open source’ poderoso”, disse Naquin.

O centro começou a focar em mídias sociais depois de ver a Twittosfera sacudir o regime iraniano durante a Revolução Verde em 2009, quando milhares protestaram contra os resultados das eleições que colocaram o presidente Ahmadinejad de volta ao poder.

Depois que Bin Laden foi morto no Paquistão, a CIA seguiu o Twitter para dar à Casa Branca uma impressão da opinião pública mundial.

Como os tweets não precisam necessariamente estar ligados a uma localização geográfica, os analistas dividiram a reação de acordo com a língua. O resultado: a maior parte dos tweets em urdu, a língua do Paquistão, e chinês eram negativos. A China é um aliado próximo do Paquistão. Os oficiais daquele país protestaram contra o ataque por ele ter ferido sua soberania.

O centro também vem comparando suas mídias sociais com os registros de institutos de pesquisas, na tentativa de ver qual produz resultados mais precisos, disse Naquin.

“Fazemos todo o possível para alertar que o que temos seja talvez uma super-representação da elite urbana”, explica Naquin, reconhecendo que apenas uma pequena fatia da população em muitas áreas monitoriadas tem acesso a computadores e à internet. Por outro lado, ele aponta que o acesso à mídias sociais via celular está crescendo em áreas como a África.

Por Agências / Kimberly Dozier (AP)
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